segunda-feira, 28 de julho de 2014

Véu do reconhecimento

Assim como lembrança,
De um tempo tão remoto,
A dor me arde, retida na alma,
Como fumaça, entorpece e invade.

Sensação de reconhecimento.
Atravessa a esperança,
Inunda todo meu peito,
Tonta, num instante enlouqueço.

Viajo no tempo sem cessar,
Eterna é a fuga incessante;
Que é o visgo do teu olhar.


Inspirada na foto de Anna Carolina Cestari Cerreti




quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sabedoria

Sentir sua vibração
Antes que venhas, requer,
Bem fluir na pura inspiração;
E apenas no conhecimento rever,
De que nada, nada da mente serve,
Onde a verdade pulsa um coração,
Rumo talvez, só a alma reserve,
Indo espalhar nesta dimensão.
A vida plena, que agora me sedes.




segunda-feira, 9 de junho de 2014

Testa a testa


Um teste na força que tenho, 
Não testa o limite, o suor. 
Onde haverá cor no desenho? 
Se o rabisco é expresso na dor. 

Partiu ligeiramente do avesso. 
A vontade de me libertar, 
Reparei suas asas e confesso, 
Ainda que tarde, precisam voar. 

Vinde do meu coração o apelo, 
O infinito do meu ser, a pulsar, 
Afogo as ilusões e espero, 
Rindo de mim a chorar.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O frescor de ser simples exala.

O frescor de ser simples exala,

Fala num silêncio perfumado de amores,
Rindo o espontâneo, a alegria se espalha.
E absolutamente preenche de cores.
Sabe viver e compreender sem julgar,
Cada milímetro, em cada intenção,
Onde haveria, então, um melhor lugar?
Reduto claro e puro, só a inspiração.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Nada

Nestes dias estou tão sem prumo,
Andando a esmo, literalmente
Diametralmente oposta ao rumo,
Antes agora, do que para sempre.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Dica de amiga


Dizer a verdade abala,
Indo ocultar, minto ou defendo?
Cada instante mais, ser a que fala,
A vibrar um ser que não entendo.

Despir-me dá leveza,
Em tempo de frescuras.

Ainda poetizo descalça.
Minha rima parece esquisita,
Imagem longe, pretendo o afeto.
Garanto a arte e a beleza,
Agora rindo, completamente perto.



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ser + unidade = serenidade

Meu voo é breve,
Perdi as contas sentindo, 
Nem sempre foi leve.
Juntei afetos partindo.

Sigo o risco do pulsar,
Minha mente, já não tem vida.
No corpo o instinto pode falar,
Deste espirito que habita.

Na natureza ter o refúgio,
No amor a compreensão,
A consciência, apenas um pulo,
Pra quem faz a lição.

Reconhecer nunca será tarde,
No tempo do absoluto.
Mas agora chegou a hora...Unidade!